Comunicação de Crise em Social Media

Atuar de forma profissional nas várias crises de comunicação é absolutamente essencial. Um exemplo dessa atuação, que tive a oportunidade de ajudar a implementar, foi todo o processo de atuação realizado numa crise de comunicação que ocorreu em junho de 2017.

Passo a explicar: um grupo de estudantes (e antigos estudantes) da U.Porto organizaram-se num grupo de Facebook (Contra a reorganização dos cursos de CC no Campo Alegre) para discutirem medidas de protesto contra alterações de instalações na U.Porto. Este grupo, com mais de 1000 pessoas, definiu que uma das formas de protesto seria a colocação massiva de comentários nas redes sociais da U.Porto como se pode ver em alguns dos artigos que saíram na imprensa:

O jornal Público registou também o descontentamento destes estudantes que formaram um grupo de mais de 1000 pessoas no Facebook.

 

Esta “crise de comunicação” exigiu o desenvolvimento de um conjunto de ações que incluíram vários desenvolvimentos sugeridos por mim. Dada a sensibilidade desta questão não irei pormenorizar publicamente essas ações tomadas mas enquadraram-se numa típica situação de gestão de uma crise comunicacional em social media. Esta gestão implicou um conhecimento aprofundado das medidas e boas práticas a tomar, um conhecimento e utilização adequado das várias tecnologias em questão, a implementação de um forte trabalho de articulação com a equipa de imprensa e relações públicas, o correto aconselhamento das personalidades em questão e o desenvolvimento de um plano de comunicação de crise eficaz e direccionado.

Desta forma foi possível minimizar e colmatar quaisquer danos inerentes à forma de protesto, em social media, desencadeada por este grupo constituído por mais de 1000 pessoas.

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